Dia 4 de Maio. Para muitos é apenas mais um dia banal, mas para os fãs de Star Wars, hoje é um dia especial. Porquê? É a data que celebra o franchise que vale mil milhões de dólares na indústria do entretenimento. Em 2017, completa 40 anos e tendo em conta o aniversário simbólico, não quis passar a oportunidade de escrever a minha “carta aberta” dedicado universo criado por George Lucas.

À semelhança de muitos fãs, eu também vi a primeira trilogia de filmes original em miúdo e deixei-me levar pela grandiosidade da história e das personagens. A respiração intimidante do Darth Vader, o “chico-espertismo” do Han Solo e claro as dúvidas angustiantes de Luke Skywalker para se tornar num cavaleiro Jedi.

Mas o momento que me fez pensar, isto ainda em criança, que não há nada mais épico nestes filmes senão que a fanfarra de abertura. Depois vou-me apercebendo: o som das naves espaciais, o zumbido das espadas laser, o rugido do Chewbacca e claro a toda a banda sonora que acompanha os filmes são todos eles uma parte fundamental que estimula (e continua até hoje) o sentido de aventura de cada um de nós.

Mais que os atores, os realizadores e próprio criador desta saga intergaláctica, as pessoas que mais tenho em consideração são John Williams, compositor da banda sonora original e Ben Burtt, engenheiro de som.

Para os mais distraídos, John Williams é responsável por ter composto alguns dos temas musicais mais memoráveis na história do cinema. Para além de «Star Wars», a lista é deveras extensa: Indiana Jones, Tubarão, Super-Homem, ET, Harry Potter. Creio que já perceberam a ideia. E estou simplesmente a mencionar os filmes mais conhecidos.

O mais curioso é que homem responsável por criar temas tão icónicos, nunca viu os filmes na sua versão acabada. É impressionante a capacidade de ter composto temas adorados por milhões de fãs e mesmo assim nunca ter visto com os seus próprios olhos,o desenrolar da saga ao longo das décadas.

Ben Burtt é outro caso bastante curioso. Nos comentários extra da boxset dos filmes, o engenheiro de som revela que o icónico zumbido ouvido das espadas de laser foram pensadas, quando ainda era um estudante universitário. Sem indo muito à parte técnica, é espantoso ver a criatividade envolvida para criar novos sons orgânicos, que ficariam para eternidade.

Foi um assunto que desviou um pouco a linha editorial do blog, mas como é um aniversário simbólico não podia deixar passar. Nem sempre a música é feita por moldes convencionais. Afinal de contas há “barulhos” que uma pessoa não pode deixar de ignorar. Que a força esteja com vocês!

Crónica: João Pardal