All We Need Is Noise (AWNIN) é um projeto pessoal, que surgiu na vontade de combinar música com escrita, juntamente com a tentativa ingénua de ser crítico de álbuns. O blog resultou num trabalho conjunto de duas pessoas entusiastas em escrever sobre a música que ouvimos.

Inicialmente era exclusivamente dedicada a criticas a discos de artistas portugueses e de reportagens sobre as nossas incursões a festivais de música. A parceria durou um ano. O segundo membro abandonou o projeto por motivos profissionais, mas, apesar da baixa, foi crucial para definir o rumo do blog.

A partir de julho de 2016, AWNIN passou a ser da minha responsabilidade e desde então rumou para uma abordagem muito mais pessoal. As reportagens continuaram, e o destaque foi dado às crónicas sobre os mais diversos assuntos da atualidade musical entre outros artigos.

No último dia de agosto, o blog passou para o mundo “radiofónico” com a estreia do primeiro podcast, tendo, até agora cinco episódios finalizados.

Filipa Santos Sousa, a jornalista, poeta e blogger das Crónicas da Utopia nomeou-me com o Versatile Blogger Award. Primeiro fiquei sem palavras porque, literalmente, desconhecia o conceito. Após a  explicação, aceitei de bom agrado a proposta da minha “colega de armas”, porque implica enumerar sete factos sobre mim.

Para além disso tenho de nomear outro (ou outra) blogger para continuar esta corrente. Mas, primeiro, vamos aos factos:

1) Música é tudo para mim

Há pessoas que amam desporto. Outros que idolatram jogadores de futebol. Há também apaixonados por carros e por tudo esse mundo da mecânica automóvel

No meu caso, a predilecção é mesmo música. Não importa o género. Gosto de abraçar uma sonoridade distinta e conhecer todas as suas ramificações. Gosto de “dissecar” o percurso de um artista e entender os motivos que o levaram a compor um tema musical.

Quem me conhece melhor, pode dizer que só penso nisso. Dizem que “conheço uma catrefada de artistas”. “Não há maior enciclopédia musical que o Pardal”, diz um amigo próximo.

Não é verdade. Estou sempre a aprender e tento absorver o máximo de música completamente distinta. Posso estar a ouvir uma balada de um standard do jazz num momento e no outro uma “padeirada” punk. Diria que é uma obsessão saudável e faz-nos expandir os horizontes da diversidade que existe. É uma jornada sem fim.

2) Antropologia é a minha formação académica

Apesar de ter caído de “paraquedas”, o curso viria-se a revelar esclarecedor e um autêntico “abre-olhos”. Fez compreender a necessidade de respeitar o outro, aprender a lidar com a diferença e sobretudo despertou em mim um sentido crítico.

Mais importante: fez de mim um ser humano curioso e desenvolveu a minha capacidade de escrita que seria, mais tarde, centrada no jornalismo.

Para além das aulas enriquecedoras, como qualquer aluno univeristário, fiz amigos que, sem dúvidas, serão para a vida.

 

3) Sou baterista e tenho uma banda

Este facto é um “dois em um”.

Aliado de ouvir música, a secção rítmica das canções sempre me cativou. Durante a adolescência, enquanto ouvia os Sepultura, uma banda brasileira de heavy metal, fez-me pensar: “caramba! Gostava de aprender a tocar bateria”.

Tive aulas em escolas de música com alguns dos melhores professores (pelo menos para mim foram) e cheguei a frequentar um ano na escola Luíz Villas-Boas do Hot Club Jazz em Alcântara.

Tenho uma banda de covers, os Desenrockados, e graças a ela criei memórias que são as mais especiais e singulares.

4) Jorge Palma é dos meus artistas preferidos

O cantautor português é um dos minhas referências. Ponto final. Tenho de desenvolver não é? Aqui vai então:

«Frágil», «Dá-me Lume», «Estrela do Mar» e «A gente vai continuar» são apenas das canções mais emblemáticas dos mais de 40 anos de carreira do icónico músico.

A admiração foi-me passada pela irmã, que por sua vez, foi herdada pelo meu pai. Por isso, para além do repertório, o meu fascínio pelo “grande” Palma tem também ligação familiar.

A postura, as vivências e sobretudo a música são alguns dos principais pontos que me tornam um fã incondicional deste “gigante” da música portuguesa.

5) Já dobrei um desenho-animado

Sim é verdade. Foi num workshop de dobragens e fiz várias vozes de um clipe de dois minutos de um desenho-animado chamado “Sanjay e Craig”.

Como admirador desse ofício, tive oportunidade de o fazer e sentir na pele como é estar dentro de um estúdio a dobrar com a minha voz, um desenho animado.

Numa frase: Uma paixão de infância concretizada.

6) Sou consumidor voraz de rádio

A voz. Só ouvimos a voz. Foi esta a razão que, desde miúdo, fez-me admirar esse meio de comunicação. Gostava de imaginar como seriam as pessoas que estariam do outro lado do microfone. Teriam barba? Eram gordos? Magros? Tem bigode? (Por momentos pensei que estava neste momento a jogar ao “Quem é Quem?”)

Não sei, mas quando descobria uma fotografia, ficava então desiludido. “O locutor é este?? Fogo não tem nada a ver”.

Quando ia de boleia para o liceu, escutava durante o caminho os “cromos TSF”. Lembro-me que, às vezes, só saía do carro quando a crónica chegasse ao fim.

Mais tarde as emissões especiais feitas a partir de festivais de verão foram também outro ponto fundamental para confirmar a minha admiração deste meio. “Como é que estas pessoas conseguem falar sobre os artistas que constavam nos alinhamentos desse festival durante longos períodos de tempo”, perguntava-me a mim mesmo.

Atualmente tento estar a par dos programas de rádio nacionais e das rubricas nas mais diversas estações. Tento também acompanhar alguns podcasts estrangeiros. Daí nasceu a vontade de criar o meu próprio programa de autor:

 

7) Tenho um fascínio pela cultura dos anos 1990

Talvez por razões saudosistas e/ou nostálgicas. Nasci na última década do século XX e, à medida que fui crescendo, senti que não vivi na totalidade. Daí ter nascido a vontade de recriar o espírito à minha maneira.

O grunge, os salões de jogos arcade, os filmes da Disney, o Michael Jordan, o Dragon Ball, os desenhos animados irreverentes como Ren and Stimpy. Enfim, a lista é extensa.

É algo que não consigo explicar por palavras. É mesmo um estado de espírito.

Ufa! Já está! Espero que não tenha sido maçador! Nomeio a Mafalda Rodrigues Leitão e o seu blog Diário de uma caçadora. Nele podem encontrar o dia-a-dia de uma caçadora e, ao mesmo tempo, expõe o lado menos mediático da sua paixão.