Dia internacional da Mulher. Data que celebra o movimento pelos direitos das mulheres. Foi instituído de forma oficial em 1975 pelas Nações Unidas, mas já é celebrado há mais de um século.

Para assinalar a ocasião, All We Need Is Noise dá o exemplo e apresenta cinco mulheres, que, de uma forma ou doutra, são “rock and roll”. O género musical não importa muito. O mais importante é que os nomes que irei apresentar marcam na música contemporânea.

A seleção é pessoal e tenho noção que deixei vários nomes de lado. Angela Gossow (ex-Arch Enemy), Tarja Turnen (ex-Nightwish), Suzy Quatro, Chrissy Hines (dos Pretenders) ou D’arcy Wretzy (ex-Smashing Pumpkins) são alguns dos mais gritantes.

Sem mais delongas, apresento-vos o meu “top”:

Joan Jett

Talvez seja a figura que uma grande parte associa de imediato quando pensa em “rock” e “sexo feminino”. Conhecida como a “madrinha do Punk”, Joan Jett é responsável de incoporar riffs de guitarra e de compôr alguns dos hinos “rockeiros” mais reconhecíveis. «Bad Reputation», «I Love Rock and Roll» e «Cherry Bomb» são três temas que os amantes deste género musical não dispensam.

Apesar de não ser grande conhecedor da sua vasta discografia, mas posso dizer que a canção que mais me marcou foi «Bad Reputation».

A canção serviu de genérico para a série de culto «Freaks and Geeks». Tinha (na altura desconhecidos) Seth Rogen e James Franco nos principais papéis. Acompanhava os episódios de forma quase religiosa na SIC Radical. Hoje podemos encontrar a série completa no Youtube.

Lady Gaga

“O quê? Um nome pop na lista?” Sim caro leitor, mas deixem apresentar os meus motivos. Sim Lady Gaga é tão rock como os tipos barbudos de heavy metal…. Isso soou mal mas vamos prosseguir.

Nascida como Stefani Joanne Angelina Germanotta (um nome muito sui generis diga-se) começou a sua carreira discográfica há quase uma década atrás. «Bad Romance», «Poker Face», «Telephone» e «Alejandro» são alguns dos temas que confirmaram Lady Gaga como uma gigante da música pop.

Antes da fama, a jovem Lady Gaga referiu, em várias entrevistas, (esta é uma delas) que a adoslescência foi passada a frequentar concertos de “pesada”. Cantou «Gimme Shelter» com os Rolling Stones. Em disco, gravou com o respeitadíssimo Tony Bennett. Fez um medley ao vivo em tributo ao David Bowie. Por fim colaborou com os Metallica (mesmo com problemas técnicos) na cerimónia dos Grammys do ano passado. Mais rock que isto é impossível!

Lzzy Hale (dos Halestorm)

Talvez  não seja o nome mais reconhecível desta “top” mas esta miúda é uma “força da natureza”. A vocalista de 34 anos faz parte do grupo Halestorm e tem dado que falar no universo “rock and roll”.

O irmão toca bateria na banda e Lzzy Hale canta e assume o papel de guitarrista-ritmo. Editaram três álbuns de estúdio, sendo o mais recente de 2015.  Nos últimos anos, os Halestorm têm feito os espectáculos de abertura dos Stone Sour, Avenged Sevenfold e Papa Roach, Disturbed entre outros.

Os norte-americanos estiveram em Portugal, por ocasião da estreia dos Alter Bridge no Coliseu dos Recreios. Estive presente e posso dizer que foi um dos mais carismáticos concertos de abertura que alguma vez presenciei.

Marta Ren

Por falar em “forças da natureza”: Esta mulher merece, sem dúvida, estar nesta lista. Marta Ren já teve vários projetos como Bombazines, Sloppy Joe e Movimento. Não vou mentir: não os conhecia. Só comecei a ouvi-los quando descobri a estreia homónima com os seus “compinchas” Groovelvets.

«Stop, Look, Listen» de 2016 é talvez o meu álbum favorito dos últimos tempos. Já ouvi tanta vez que perdi a conta. Já o ouvi no carro, no telemóvel, no computador, no gira-discos. É mesmo tão bom que não me canso de o escua. É soul! É funky! É brilhante!

Felizmente tive oportunidade de presenciar um concerto no Festival Sol da Caparica (numa rara oportunidade de assistir uma atuação em palcos nacionais) e posso afirmar que o bilhete valeu cada cêntimo; Consegui trocar “dois dedos de conversa” com a própria e tirar uma fotografia. Aqui fica a prova.

Meg White

Por fim deixo-vos o que considero uma mulher “cool”: uma que saiba tocar bateria. Delineei várias opções: as baixistas dos Smashing pumpkins (sim tiveram várias), as L7, mas, por fim, achei que fosse a decisão mais ponderada.

Escolhi Meg White dos White Stripes não por ser a minha a minha referência em instrumentos da percussão, mas deve-se ao facto de ser responsável por ser a baterista que gravou «Seven Nation Army». Um autêntico cântico de estádio e de festivais. É praticamente impossível não ir a um jogo de futebol ou a um festival de música e não ouvir este tema.

Já o toquei várias vezes com a minha banda e podem ver uma dessas vezes aqui

Texto: João Pardal